domingo, 10 de outubro de 2010

“Ele está doente. Doente de amor. E não há cura”. O vídeo promocional que o Universal Channel divulga desde o mês passado na tevê por assinatura já adianta o mote da sétima temporada de House M.D.: o ranzinza está apaixonado. Tudo o que se viu nos instantes finais do sexto ano não era imaginação promovida pelo Vicodin, o analgésico que já havia enganado o médico anteriormente.

House (Hugh Laurie) está apaixonado por Cuddy (Lisa Edelstein) – e pela primeira vez ela corresponde! Só isso já basta para deixar altíssima a expectativa dos fãs quanto ao casal – “Huddy”, para os mais fervorosos. A estreia da temporada, porém, é morna. Nem cenas íntimas ao som da sensual Let’s Get It On, de Marvin Gaye, deixam o episódio mais quente. É tudo muito fofo, clima desconectado do habitual da série. Mas House não demora a recuperar seu tom no segundo episódio, tão cômico quanto uma boa sitcom, e com uma forte evolução no relacionamento do novo casal de pombinhos.

House M.D. padece um pouco com a idade avançada. Não é difícil identificar, por exemplo, quando dá erro no link entre a história do paciente da semana com o drama vivido por algum personagem principal. E muitas vezes, os mistérios médicos do Princeton-Plainsboro só existem para justificar que se trata de uma série médica.

É sábio, apesar de tudo isso, deixar as noites de quinta livres para contemplar aqueles olhos azul-piscina, agora mais simpáticos. A série que começou com uma fórmula aparentemente simples – casos complexos da Medicina + um protagonista fascinante – apresenta agora situação realmente inédita. Como será a convivência no trabalho entre a chefe Cuddy e seu (in)subordinado? Uma fofoca final: até a mãe de Cuddy irá pintar para dar uma agitada na trama, um dos pontos altos da temporada.

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